STOP&PLAY

A base

A música ocupa espaços isolados (lojas) dentro do espaço do CCStop. O espaço físico que caracteriza o CCStop, mantendo-se no essencial após o abandono da função comercial, dificulta a interacção entre as várias músicas, entre a música e o espaço, e entre a música e as pessoas.

A essência do CCStop é a música! Contudo, denota-te uma falta de legibilidade desta nova realidade e dificuldades de orientação no espaço.

A música está no ar escondido do CCStop. Pretende-se “tocar” na música trazendo-a para fora!!

Os corredores vazios, labirínticos, são marginados por paredes de vidro escuras e portas fechadas. Pretende-se ocupar os corredores tornando-os atractivos, quer para os visitantes, quer para os “habitantes” do espaço!

As lojas, muitas abandonadas, outras são palcos de ensaio fechados, nas quais se sente ocupação apenas quando as bandas estão presentes, escapando sons pelas arestas das portas. Pretende-se tornar mais legível essa ocupação!

A distribuição espacial das bandas pelas lojas resulta numa ocupação distinta dos corredores; algumas lojas são palco de ensaio de mais de uma banda, o que significa que a taxa de ocupação das lojas diferem significativamente. Pretende-se transmitir essa concentração de música!

A ideia

Talvez (re)criar uma nova linguagem? Uma linguagem com novos “caracteres”, os quais, coexistindo com o existente, e mantendo uma dose de “suspense” e surpresa, resultem na criação de novas experiências e na orientação do espaço.

A ideia proposta consiste em criar uma nova sinalética de orientasom, através da música, do silêncio e do som (stop & play), a qual poderia passar pela inclusão no espaço dos seguintes elementos:

  • Som: colocar sensores em que uma pessoa ao pisar, por exemplo, resultaria em sons, melodias, ou mesmo músicas das bandas existentes, indicando neste caso, que essas bandas têm a sua sala de ensaio nas proximidades…
  • Luz: jogos de luzes, com um ritmo e diferentes cores, e que pontualmente captem a atenção do transeunte…
  • Imagens: colocar imagens coladas em algumas lojas que indiciem musica, som, silêncio, de preferência uma imagem associada ao interior da loja…
  • Texto: escrever texto no chão, no tecto, nas montras; texto sobre o CCStop, nome das bandas, letras de músicas, espectáculos…
  • Objectos: “pendurar” objectos que possam produzir som, ou mesmo “headfones” em que se possa ouvir tranquilamente a música que se cria no CCStop…
  • Espaço de convívio: criar um espaço central em cada piso que permita a interacção entre os músicos de diferentes bandas, de diferentes salas de ensaio; poderia seria um espaço com condições para sentar, ler umas revistas, permitindo ainda um possível contacto com os músicos para quem passa…

A localização e disposição destes elementos deveria estar de acordo com a ocupação das lojas e a concentração das bandas.

o STOP como um espaço imaginado, mais ou menos organizado, de relações e fluxos,  resultantes da interpretação de diferentes ideias

 

As relações e os fluxos do esquema

1. Integração de diferentes escalas
O CCStop apresenta diferentes escalas de análise. É ele próprio um espaço físico, mas inserido num bairro, numa realidade social existente. É importante integrar o CCStop com o bairro (Bárbara Gomes; Helena/Sérgio) e com a cidade (Janaína), conhecendo as duas realidades, divulgando-as e apelando à participação. O “mural” proposto (Nuno), elemento a  colocar no CCStop, apela à participação de todos os que frequentam o espaço.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. O espaço físico e os sons
Dentro do CCStop ouvem-se sons que vão saindo das portas fechadas enquanto se caminha aleatoriamente no espaço…é essa a identidade do espaço. Por um lado, pretende-se traduzir a música no layout no CCStop, contribuindo para uma orientação visual no espaço físico (Raquel); por outro lado, pretende-se traduzir os sons que se produzem geograficamente no espaço CCStop numa rádio online (Mafalda Maia).

 

  

 

 

 

 

 

 

 

3. Contrastes
O CCStop é um espaço de contrastes…a vida dentro de portas no espaço deserto dos corredores, o dia-a-dia e o dia 16…através dos quais se pretende divulgar e reforçar a essência do STOP (Telma; Andrea).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. “Novas” músicas
A música é a essência do CCStop e é a partir do som que se pretende divulgar o espaço, criando “novos produtos” (Mafalda/Joana; Clara; Leila) …um filme, uma rádio on-line, um hino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5.Mais eventos
É importante divulgar a identidade do STOP, através da realização de eventos com alguma periodicidade, desde concertos, revista, exposições (Paula Barreira; Sónia; Maria Monteiro; Paula Gaspar).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E qual é o futuro do STOP? Quais as narrativas possíveis?! (Inês)

STOP&PLAY

Enquadramento
O  CCStop é, hoje, um espaço de música. Por vezes, visível, outras invisível; por vezes on (play), outras off (stop)…
 
As características do espaço físico (escuro, labiríntico…) e a apropriação do CCStop pelos músicos (lojas com as portas fechadas…) dificultam a orientação no espaço e a legibilidade e a articulação desta nova realidade, dando a sensação de ausência de uma identidade.
 
A música organiza no tempo o silêncio (stop) e o som (play), através de ritmos, melodias e harmonia. A música cria ordem no caos, o ritmo unanimidade, a melodia continuidade, a harmonia coerência. O som é caracterizado em termos de altura, timbre, intensidade e duração. A música cria emoção; a essência da música é comunicar.
 
O interior do CCStop tem música, muita música, facilmente acessível no espaço virtual, mas sem expressão no espaço físico, sem emoção para quem caminha pelos corredores…

Objectivos
Pretende-se através da música, do som e do silêncio (stop & play):
- Assegurar a comunicasom da identidade do CCStop, contribuindo para interpretar o signo que caracteriza o espaço (objecto);
- Contribuir para uma maior interasom social com o espaço e orientasom no espaço;
- Criar uma nova linguagem, resultando numa emosom positiva quando se caminha pelos corredores, mesmo com as portas fechadas;
 
Em termos operacionais pretende-se:
- Criar novos espaços, através da música, acessíveis e apropriados por todos

Conteúdos
A música está no ar do CCStop, mas “invisível”. Pretende-se colocá-la no chão…e “visível”.
 
A música será traduzida no espaço físico (corredores, escadas, portas, montras), resultando numa nova sinalética de orientasom do CCStop.

Concretização
Um mapa de som, que consistirá em integrar no layout do CCStop a música, através de instrumentos, notas, escalas, ritmos, melodias, alturas/tons criando pontos de referência…
 
Estes elementos poderão ser apenas simbólicos, de orientação visual, ou poderão ser elementos lúdicos, de fruição social…
 
A ideia do mapa de som proporcionaria uma viagem diferente pelo CCStop, talvez algo do género: À entrada do CCStop está o maestro…pega na batuta, escolhe a música que queres ouvir (play) e o caminho podes seguir…segues o som da música que escolheste e percorres os corredores. Stop…és parada pelas escadas…ouve-se o silêncio. Decides subir e entras numa escala musical, vão saindo algumas notas (play), sente-se que a altura do som aumenta, passa-se de tons mais graves para tons mais agudos e chegas ao primeiro andar (stop). À tua frente um corredor delimitado por montras e portas fechadas, segues em silêncio, viras a esquina e…instrumentos de cordas espalhados pelo corredor…numa tabuleta lê-se “rua das cordas”…pega num e experimenta, toca (play)…continuas a viagem, viras a esquina e estas na “rua de teclas”, mais instrumentos. Sobes mais uma escala musical e stop, ouves sons aleatórios que saem por baixo das portas, olhas para o puff, pegas nos headfones, sentas-te e pressionas no play…
(de referir que o ideal seria traduzir o que se encontra no interior das portas no espaço exterior (corredores), como por exemplo associar o nome das bandas ao nome da”rua”, ouvir o tipo de música que se toca dentro das portas. Mas esta opção requer uma aceitação por parte dos músicos, só eles poderão permitir ver o que hoje se apresenta mais invisível.)

COMENTÁRIO

A ideia da sinalética de orientasom, é interessante e pode contribuir para o Stop se dar a conhecer melhor aos músicos que lá estão a ensaiar, porque me parece que muitos deles não sabem o que lá acontece, o que é lá ensaiado, assim seria uma boa maneira de conhecerem os projectos uns dos outros, quem sabe se a ideia não promove também a troca de material entre os próprios músicos. Também é um projecto interessante para as pessoas que la vão deambular, porque assim passam a conhecer melhor o espaço.
Penso que o conceito tem um ponto “negativo”, porque este só é dado a conhecer às pessoas que frequentam o Stop passado algum tempo talvez deixe de ter “utilidade”. Acho que o projecto poderia ganhar se por exemplo tivesse também uma divulgação a nível informático, que despertasse a curiosidade para as pessoas depois dirigirem-se ao próprio Stop e não se ficarem somente pelo digital.
(Andrea)

Comentário ao comentário

Inicialmente, a ideia, mais do que dar a conhecer aos músicos que lá estão, seria dar a conhecer às pessoas que já lá passam, pontualmente (como eu) ou não, tornando o espaço mais interessante e com uma identidade mais transparente, contribuindo simultaneamente para atrair outras pessoas, que de outra forma não entrariam no CCStop. Mas sim, de facto, poderia ter o potencial de contribuir para uma maior integração entre os músicos e na construção de acções conjuntas no espaço físico comum (corredores, escada) em prol de uma maior transparência da identidade.

Sim, concordo. Acho que se poderia incluir a ideia no próprio site, disponibilizando o tal mapa de som, de modo interactivo, em que fosse possível “navegar” no espaço e seguir a música, subindo a escala (escadas), passeando pelas ruas (corredores), tocando instrumentos, sentido a música….(Raquel)

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